RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

Responsabilidade ambiental não significa deixar de fazer e sim fazer certo. Mantendo o equilíbrio da natureza e respeitando seus ciclos preservaremos nossas florestas para sempre.

Aprendemos desde muito cedo a conhecer e a respeitar a natureza porque convivemos com ela diariamente e dela tiramos nosso sustento; por isso e pelo futuro do planeta e de nossos filhos temos o maior prazer e interesse em preservá-la.

Na natureza uma árvore nasce, cresce, fortifica-se, torna-se adulta e então passamos a chamá-la de árvore mãe. Dela caem as sementes que geram novas arvorezinhas ao seu redor. A árvore mãe é mais alta, mais frondosa e faz sombra às pequenas comprometendo o crescimento delas. Quando o solo já não é mais capaz de sustentá-la, a árvore mãe morre, cai e se decompõe enriquecendo a terra com seus nutrientes; assim as árvores menores que estavam a sua sombra com o desenvolvimento comprometido passam a receber mais sol e a crescer mais fortes dando continuidade ao perene ciclo da vida nas florestas.

A Amazônia é extremamente privilegiada por sua localização na linha do Equador, o que faz dela a floresta com maior incidência solar do planeta. O fenômeno torna seu solo mais nutritivo e fértil e por essa razão ela é única, grandiosa e rica. No intuito de preservá-la há uma lei do IBAMA e do INCRA determinando que todas as propriedades rurais e agrícolas na Amazônia devem manter entre 20 e 80% de floresta nativa dentro de seus limites.

Entre os vários tipos de desmatamento, destacamos três:

  • CORTE RASO: limpeza do terreno para pastagem ou agricultura.
  • CORTE SELETIVO: só é permitida a derrubada de determinadas espécies.
  • MANEJO SUSTENTÁVEL: é o defendido pelos madeireiros e só permite a retirada  de espécies adultas, entretanto algumas  árvores, mesmo  adultas e comerciáveis, têm seu corte  protegido das seguintes formas:
    • PORTA-SEMENTEIRAS: são árvores adultas que permanecem na floresta para que suas sementes dêem continuidade à espécie.
    • IMUNES A CORTE: espécies que por força de lei não podem ser abatidas provisória ou definitivamente. Por exemplo, o corte do mogno é de caráter provisório e o das castanheiras e seringueiras de caráter permanente.
    • CORTE FUTURO: as espécies que poderão ser derrubadas apenas quando atingirem a idade adulta própria para o corte.

Do ponto de vista financeiro, quando extraímos uma árvore adulta geramos trabalho para muita gente que participa da cadeia produtiva de extração, transporte, industrialização e comercialização. Também proporcionamos conforto aos consumidores dos produtos derivados de madeira como casas, assoalhos, portas, janelas, móveis, papel e tantas outras coisas presentes em nosso dia a dia.  Exatamente o oposto ocorre com a extração das árvores menores, chamadas de árvores filhas; pois, por não terem o mesmo rendimento das adultas e os produtos delas derivados serem de qualidade inferior e pouco comerciáveis, sua derrubada acarreta grandes prejuízos à natureza, aos empresários, aos comerciantes e aos consumidores responsáveis.

Sempre que o IBAMA autoriza o corte de uma árvore, ele é condicionado ao reflorestamento. De acordo com a lei, não há extração sem reflorestamento e para cada metro cúbico de madeira serrada é necessário plantar oito novas árvores. Normalmente uma árvore adulta tem mais ou menos 10 m³ de madeira, o que implica numa reposição de 80 m³ de floresta. Independente do reflorestamento, o IBAMA recebe uma taxa por cada árvore abatida. Derrubar e circular legalmente com a madeira exige uma guia de autorização fornecida pelo IBAMA mediante pagamento da tarifa. A quantia assim arrecadada é empregada na compra de novas áreas de reservas e parques florestais e na preservação dos já existentes como os de Foz do Iguaçu, das Emas, da Chapada Diamantina, da Chapada dos Guimarães, dos Veadeiros e muitos outros. Por conseguinte, é a importância paga por pessoas que exploram as riquezas florestais responsavelmente que possibilita a criação e a manutenção dos parques e reservas nacionais.

É fundamental entender que há uma lógica e um momento certo para a derrubada de árvores e que quando obedecidos não acarretam prejuízos à natureza, mas sim contribuem para a sua preservação e continuidade.

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